quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O tempo da minha infância


Voltando aos tempos de infância, na caixa mágica da memória... fiquei lembrando daqueles dias que até parecem um presente e que até já descrevi aqui nesse blog... Dias trajanenses de um céu de azul imenso com o sol deixando tudo mais brilhante, o vento varrendo o chão, as crianças brincando na praça ...a gente estava lá sempre, seja andando de bicicleta, jogando bandeirinha... Ah quantas lembranças... Quanta paz escondida em tanta felicidade, nesse tempo de magia que não volta mais...


O TEMPO DA MINHA INFÂNCIA


Tentando adivinhar a vida, acho um baú de lembranças
O baú da minha infância...
E descobri: Tornei-me adulta, brincando de ser criança.

Escorregando com a minha infância no barro das lembranças
Das pequenas lembranças de uma infância feliz.
Conheci a felicidade sem ao menos me aperceber dela.

Minha infância de sonhos, tão próxima e tão distante
Tão plena de sentidos e de vestidos cor de rosa
Infinitas alegrias regadas de amor...


Infância de aventuras, de fadas mágicas, bruxas e balões.
Onde fui rainha, princesa, capitã, pirata e moleca...
Infância de cheiro, gosto e muito riso, deixando de lado o que é pra ser esquecido.
Infância desperta, viva, latente e intacta dentro de mim.

Infância que de consciência adulta me lembra o poeta:
“será que isso tudo é meu, ou foi alguém que me contou?”
... É meu sim, caro poeta, porque hoje tenho o coração cheio de esperança,
Os olhos cheios de confiança e a alma ainda inquieta...
... Porque de mim o tempo nada roubou.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

escrevo quando...

Escrevo quando o silêncio toma conta da minha alma, escrevo quando preciso me despojar de sentimentos e abrir mão de tudo o que está gritando dentro de mim, porque escrever me liberta. É isso, escrever me faz livre, acho mágico colocar no papel aquilo que às vezes nem conseguimos explicar para nós mesmos. É assim, de repente os sentimentos se traduzem numa folha de papel, o que sentimos ou pensamos toma forma. O que queremos escrever se forma no vazio e alcança a plenitude num sentimento, numa palavra.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Noite

Sem sono
sem sonho
só vejo linhas
linhas de vida
vida sem palavras
sem rumor
cama desarrumada
sem vida
sem cor
sonho preto e branco
nesse mundo cibernético
máquina do tempo
vida que voa
alucinada por viver
sem pensar
linhas vazias
caderno sem capa
ser sem coração
distância do certo
olhos vendados
renúncia de vida
vida sem palavras
sem rumor
sono sem sonho
despertar noturno...


Caramba, achei essa poesia uma viagem... Queria saber o que eu estava pensando ou não pensando quando a escrevi em 1996... é minha gente há 14 anos eu devia estar sofrendo a inquietude linda da adolescência rsrsrs. Ainda bem que tudo isso passa um pouco com o tempo... e ainda bem que só passa um pouco ...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Recomeço

Ah! Resolvi voltar a escrever... coisa que, confesso, não tenho feito muito ultimamente...e sei lá porque...parece que as palavras fugiram de mim... mas prefiro pensar que apenas se esconderam hahaha....porque assim posso achá-las a qualquer momento.... Pra recomeçar fui ler algumas coisas que já tinha postado aqui... e percebi como mudei pouco: ainda não sei se dou conta de escrever esse blog, ainda não consegui abrir minha alma para muitas coisas, continuo cheia de defeitos (mas não me sinto culpada por isso e me esforço para melhorar) e ainda odeio injustiça, falsidade e falta de amor e respeito ao próximo. E pra finalizar continuo precisando pintar meu cabelo, agora não só pra renovar as forças, mas pra esconder os fios brancos que já são muitos hehehe. Espero que a continuação seja realmente cheia de estrelas e muito, muito brilho...

VENTOS

Ventos que varrem
que dançam
limpam os caminhos meus
os caminhos do coração...


Vento que corre,
que anda
que carrega a cerca
e traz de volta a chuva,
quebra o guarda-chuva
e leva a bola da brincadeira.


Vento andarilho
que trago guardado no saco
e quando quero, solto
pra ver se ele leva
meu beijo pra você.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

INSTANTE DE RENDIÇÃO

Nossas mãos cegas se encontraram de repente
e a emoção surpreendeu nosso ser que não esperava
pois não sabíamos o que esperar...
Impossível expulsar o desejo
e explicar a visão daquele momento
de encontro imprevisto
onde nos perdemos em nossos lábios
sem qualquer intenção de voltar.
Nos rendemos a um instante
de transe e loucura
Cada vibração terminava no êxtase
de se sentir livre e inteira
em cada beijo, em cada desejo
vulnerável ao toque seu,
porém totalmente traduzida
pelo silêncio de nossos corpos,
pela cumplicidade de nossos desejos
e pela transparência de nossa emoção.
Tenho medo da distância,
medo de ser egoísta,
e no delírio da posse me perder,
na vontade de sentir seu corpo junto ao meu,
na vontade de te encontrar de repende
e no silêncio de nossos corpos celebrar a tradução
de tudo o que conseguimos ser um para o outro
no momento em que não esperávamos nada de nós mesmos.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

BUSCA

Insistentemente eu busco
sem querer encontrar
em um céu sombrio e vago
sem querer dizer
busco em vão
já sei que é você
a chuva monótona e fria me impede
busco sem saber encontrar
agora meu corpo ela molha
busco na ânsia de ao perder encontrar
afasta do meu coração a loucura da busca
para na loucura das palavras provar
que na minha busca indefinida,
eu busco pra encontrar você...