quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O tempo da minha infância


Voltando aos tempos de infância, na caixa mágica da memória... fiquei lembrando daqueles dias que até parecem um presente e que até já descrevi aqui nesse blog... Dias trajanenses de um céu de azul imenso com o sol deixando tudo mais brilhante, o vento varrendo o chão, as crianças brincando na praça ...a gente estava lá sempre, seja andando de bicicleta, jogando bandeirinha... Ah quantas lembranças... Quanta paz escondida em tanta felicidade, nesse tempo de magia que não volta mais...


O TEMPO DA MINHA INFÂNCIA


Tentando adivinhar a vida, acho um baú de lembranças
O baú da minha infância...
E descobri: Tornei-me adulta, brincando de ser criança.

Escorregando com a minha infância no barro das lembranças
Das pequenas lembranças de uma infância feliz.
Conheci a felicidade sem ao menos me aperceber dela.

Minha infância de sonhos, tão próxima e tão distante
Tão plena de sentidos e de vestidos cor de rosa
Infinitas alegrias regadas de amor...


Infância de aventuras, de fadas mágicas, bruxas e balões.
Onde fui rainha, princesa, capitã, pirata e moleca...
Infância de cheiro, gosto e muito riso, deixando de lado o que é pra ser esquecido.
Infância desperta, viva, latente e intacta dentro de mim.

Infância que de consciência adulta me lembra o poeta:
“será que isso tudo é meu, ou foi alguém que me contou?”
... É meu sim, caro poeta, porque hoje tenho o coração cheio de esperança,
Os olhos cheios de confiança e a alma ainda inquieta...
... Porque de mim o tempo nada roubou.