quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Noite

Sem sono
sem sonho
só vejo linhas
linhas de vida
vida sem palavras
sem rumor
cama desarrumada
sem vida
sem cor
sonho preto e branco
nesse mundo cibernético
máquina do tempo
vida que voa
alucinada por viver
sem pensar
linhas vazias
caderno sem capa
ser sem coração
distância do certo
olhos vendados
renúncia de vida
vida sem palavras
sem rumor
sono sem sonho
despertar noturno...


Caramba, achei essa poesia uma viagem... Queria saber o que eu estava pensando ou não pensando quando a escrevi em 1996... é minha gente há 14 anos eu devia estar sofrendo a inquietude linda da adolescência rsrsrs. Ainda bem que tudo isso passa um pouco com o tempo... e ainda bem que só passa um pouco ...

Nenhum comentário: